4.800 animais devem ser castrados e microchipados

Cidades

10 de outubro de 2017 às 14:00 hr
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Passados sete meses desde a suspensão da castração de cães e gatos, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) retomou o serviço na segunda (2). A proposta visa atender animais de famílias de baixa renda e os que vivem nas ruas, uma vez que estão sob a tutela do Município. O contrato do novo programa de castração e microchipagem têm validade de 12 meses, com investimento previsto de R$ 960 mil.

Segundo a diretora do departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Semma, Marcelly Paes Felippi, a Animali, empresa responsável pelos procedimentos deverá realizar 400 cirurgias por mês, ao custo de R$ 200 cada. O serviço terá dois médicos veterinários, dois auxiliares de veterinários e uma auxiliar de limpeza e higienização geral. A contratada prestará avaliação clínica, anestesia, microchipagem, acompanhamento pré e pós-cirúrgico, bem como coleta e transporte dos animais encaminhados para castração.

Marcelly estima que existam atualmente cerca 80 mil animais em situação de vulnerabilidade. Sejam eles abandonados ou aqueles que possuem donos, mas vivem soltos pelas ruas. No entanto, devido à rápida proliferação, este número está em constante alteração. “Comparado com as estimativas, 4.800 é um número baixo. Por outro lado, é uma parcela significativa de animais que deixarão de procriar. Além deste serviço, o ideal seria que, aqueles que possuem animais, os mantenham em suas residências”, destacou.

 

Protetores independentes garantirão cuidados básicos

Sobre o destino posterior dos animais de rua que forem submetidos ao procedimento cirúrgico, Marcelly Paes Felippi informou que retornarão aos local onde foram encontrados em razão de já estarem acostumados com a comunidade. “Os protetores independentes de cada área, que trabalham conosco, ficarão encarregados de aplicar o antiinflamatório pós-operatório e alguns cuidados básicos necessários, mas nada que ponha em risco a vida do animal. Além disso, aqueles que tiverem donos e, posteriormente, forem encontrados abandonados, por meio do chip conseguiremos saber quem é o tutor. Como o abandono é caracterizado como crime, faremos o encaminhamento ao Ministério Público”, alertou.

Entre os bairros que a Semma constatou maior incidência de animais estão o Santa Fé, Reolon, Industrial, Mariani e Campos da Serra, percebendo que a maioria possui tutores. Entretanto, como ficam soltos nas ruas, os animais se reproduzem sem controle algum. “Muitas dessas famílias não têm condições de pagar por uma castração. É para diminuir o número de animais abandonados que desenvolvemos esse novo projeto, focando em áreas mais propensas à reprodução”, destacou.

Para as pessoas que possuem animais de estimação e queiram castrá-los, mas ainda não estão cadastradas, Marcelly frisou que devem comparecer a uma Unidade Básica de Saúde, Centro de Referência Social ou Centro de Referência Especializado de Assistência Social para o preenchimento do cadastramento e seleção. É também preciso estar vinculado em algum projeto social da Fundação de Assistência Social atualizado até o dia 21 de julho de 2017, com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa.

Os cadastros serão avaliados e, após triagem, será feita a confirmação do recebimento da cirurgia.  “A castração oferece diversos benefícios aos animais, como prevenção de tumores e doenças de pele. Nos machos, a castração reduz a necessidade de procurar fêmeas, diminuindo o risco de fugas, atropelamentos e brigas. Eles sentem menos necessidade de marcar seu território com urina”, salientou.

 

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