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Fernando Santos

APARTE

02 de maio de 2019 às 08:40

A nova política da Boquinha

 

Em análise, todo o discurso de nova política do candidato a prefeito, Daniel Guerra, caiu por terra tão logo ele assumiu o cargo. Apesar do contestado processo seletivo por meio de currículos, depois de nomear ex-assessores na Câmara de Vereadores para cargos de primeiro e segundo escalões na Prefeitura, em pouco mais dois anos de governo, o prefeito fez da prática exatamente o contrário da principal teoria de palanque. Que se pode pensar deste entra e sai de cargos, que beneficia certos cargos de confiança do Executivo, já que não há nenhuma explicação plausível e fundamentada que convença a sociedade, assim como a nomeação do irmão, vereador Chico Guerra/PRB, para chefe de Gabinete, por exemplo?

 

REFLETE NA DIAGONAL

 

A troca de Tibiriçá Maineri por Renato Nunes, ao bel prazer do prefeito e sabe-se lá com que finalidade – porque nem isso se explica com fundamento - vai gerar a recriação da bancada do PR, extinta há cerca de três meses, com dois novos cargos de confiança: um assessor e um auxiliar. No total, serão mais R$ 15 mil brutos por mês, somente em salários, fora as demais despesas operacionais. Em um ano, o canetaço dado pelo prefeito nesta terça-feira custará cerca de R$ 200 mil para o Legislativo. Melhor dizendo para o contribuinte. Resumo da ópera: legalmente, os vereadores não podem criar despesas para o Executivo. Entretanto, neste caso, quem onera a folha de pagamento da Câmara é o próprio prefeito.

 

GOVERNO DE ADJETIVOS

 

Em meio às críticas da oposição para o troca-troca de secretários, na sessão de terça-feira (30), o vereador Eloi Frizzo/PSB pegou o gancho do lançamento do anteprojeto do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha – que, segundo ele, o Executivo deixou a Deus dará para o Estado e a União darem prosseguimento - para lançar novos adjetivos com relação ao atual governo municipal. “A gente percebe que é um governicho. É uma cidade governada por um prefeitinho. Em 2019 está mais claro que o senhor começou a descer a ladeira. E isso se vê em todos os lugares da cidade, pois a população começa a perceber que, de fato, o prefeito Daniel Guerra é uma fraude”, avaliou.

 

APROVEITA A ONDA

 

Ao repercutir na tribuna da Câmara a ausência da presidente da Fundação de Assistência Social, Rosana Menegotto, à reunião pública sobre as pessoas em situação de rua de Caxias, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania do Legislativo, Rodrigo Beltrão/PT, confirmou que pedirá a convocação dela para dar explicações no Legislativo. Beltrão também pediu a exoneração dela e justificou: “Ela não veio, não mandou representante e desarticulou todo o governo. De todos os CAPS convocados, apenas veio um que não é vinculado ao governo diretamente, que é da Associação Virvi Ramos. Claro, ela não está sob o condão do governo. Porque 64 é fichinha perto da cabeça desse ditador [Guerra]. Não faz mais porque não tem instrumento e não terá, porque o povo tomou a maior lição da sua história com a eleição de 2016”, assinalou.

 

REPROVADO NA EXPERIÊNCA

 

Um momento de descontração em meio ao debate com relação à saída de Tibiriçá Maineri do Legislativo foi protagonizado pelo vereador Rafael Bueno/PDT. De acordo com ele, o agora novamente Coordenador de Acessibilidade, não teria passado no teste de vereador. “A Consolidação das Leis do Trabalho diz que as pessoas têm que passar 90 dias pelo período da experiência para conquistar a vaga de trabalho de carteira assinada. O senhor não passou pelo período da experiência. Infelizmente, um dia antes do Dia do Trabalhador, o senhor teve a sua demissão”, comparou.